A pergunta é sempre muito simples: por
quê?
Qualquer pessoa ao tomar conhecimento de
um caso de violência contra mulheres, seja agressão verbal, estupro ou morte,
passa a imaginar o que leva um homem a uma atitude dessas. Existem ótimos
estudos, várias pesquisas, muitas opiniões, pitacos e ditados populares. Vamos
do, desde que o mundo é mundo ao, na maioria das vezes é consensual (?).
De maneira geral o assunto ganha força
nas efemérides, em casos mais escandalosos explorados pelos telejornais – só a
televisão tem o poder de globalizar –, mas nunca pelo tempo necessário, aquele
que fortalece discussões e acaba por sedimentar comportamento. Quando muito
gera pautas, aqui e ali, sem o “glamour” de primeira página, capa, ou manchete
vendedora.
Mas por quê?
Por que homens sentem-se donos de suas mulheres?
Todos nascemos de mulheres, a quem pertencemos e de quem dependemos por muitos
e muitos anos. Claro que nem todas são amorosas, protetoras, provedoras,
afetuosas. Porém, muitos homens com estrutura familiar sólida, criados com
carinho e amor, tornam-se misóginos.
Por que estupram? A sexualidade há muito
não é mais reprimida. Revistas, filmes, livros, novelas falam abertamente,
mostram e, claro, estimulam. As mulheres se libertaram há décadas, a virgindade
não é mais imposição nem de setores da igreja, ou seja, podem se dar, podem
trocar.
Por que agridem, matam? Homens e
mulheres são criados com essa perspectiva, menino tem que ser durão, meninas frágeis.
Mas há quanto tempo mulheres ocupam postos de trabalho, onde força e coragem
são requisitos?
Por vezes não é fácil entender, como a “minha
mãe” pode continuar a amar aquele homem, contra tudo, contra todos, contra ela
mesma?
Como essa brilhante profissional aceita
a humilhação? Como pode dizer que aquilo foi um acidente, bateu com a boca na
parede? Como aceitar quando ela diz: ele faz isso porque me ama.
Como?
São muitas as perguntas cheias de
respostas estudadas, pesquisadas, refletidas. Acima de tudo é preciso não
esperar coerência. Mas sim exigir uma resposta à pergunta definitiva: Como
erradicar esse mal?
R. Educação. Informação. Exemplo.

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